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A vida é bonita.

A vida é bonita. É bonita, mesmo quando não a conseguimos ver assim.

A vida é bonita.

A vida é bonita. É bonita, mesmo quando não a conseguimos ver assim.

Precisa-se de guarda-roupa só para alguns dias do mês...

De um dia para o outro, sinto que a roupa vira espartilho. As pernas e a barriga lutam com as calças, como se quisessem rebentar as costuras.  Enquanto eu começo a odiar o soutien os pés suplicam por chinelos.

 

De repente a gula toma conta de mim, a paciência vai passear e tudo culmina com uma súplica urgente do meu corpo e mente por repouso. Passo o dia a desejar o conforto da minha caminha para me estender sobre ela, e ficar sossegadinha a minimizar o desconforto.

 

Já sei que,...

uns dias depois, como se algo mágico acontecesse, e acontece, acordo e o meu corpo regressou a seu estado normal, a vontade de devorar chocolate desapareceu, a roupa deixou de apertar e há uma serenidade a habitar o meu ser que me deixa feliz.

 

Mesmo assim, como adoro ser mulher.

 

Agora não é possível  menosprezar a compra de umas pecinhas de roupa, um tamanho acima do habitual, apropriadas a esta metamorfose. 

 

2018 - O que tens para mim?

Entrei em 2018 muito calmamente, sem fogo de artifício, sem festa, simplesmente expectante. Com o receio de quem tem tido anos difíceis, mas sempre com um pouco de esperança de que este seja um ano calmo, o ano que me permita encontrar paz, o meu bem- estar.

 

Paz, Saúde e muito Amor para todos nós, são os meus desejos neste Novo Ano.

Uma ajuda que vem do Céu

Do meu Natal para vocês:

 

A minha mãe tinha um excelente dom para a cozinha, não posso enumerar quais os seus melhores cozinhados, porque tudo o que fazia era delicioso. Todos os que provavam a sua comida assim o repetiam, está delicioso!

Para mim e para os meus irmãos havia um doce sempre muito aguardado, o arroz doce.  O seu Arroz Doce.

O seu arroz doce era feito num grande tacho, para poder dar um pratinho a este, àquele e ainda ao outro. Ela sempre gostou de partilhar.

  

Eu tenho uma colega de trabalho muito gulosa, então um dia pedi à minha mãe uma tacinha de arroz doce para lhe levar. A minha colega adorou! E desde logo quis a receita.

Com a sua letra cuidada, a minha mãe escreveu a sua receita de Arroz Doce  para eu lhe entregar.

A minha colega tentou fazer a receita várias vezes mas acabou por desistir, dizia que não ficava igual ao da minha mãe, então preferia optar por receitas mais rápidas.

  

Passados poucos anos perdi a minhã mãe. 

Por preguiça e por achar que tinha sempre tempo para aprender, perdi a possibilidade de aprender todas as suas receitas e ensinamentos...  

 

Eu nunca fui muito dada à culinária. Uma tontice, pois quando me proponho a cozinhar até que não me saio mal. Embora já tenha tido alguns desastres na cozinha. 

  

No primeiro Natal sem a minha mãe, lembrei-me que a minha colega tinha a receita do arroz doce, pedi-lhe que tirasse uma cópia para mim. Ela foi muito gentil, tirou uma cópia para ela e deu-me o original. Foi com muita emoção e lágrimas nos olhos que li cada palavra, que vivi cada letra escrita a caneta azul.

 

Há 2 anos, o primeiro Natal ....., com muito receio e com a certeza de que não conseguiria fazer um arroz doce como o da minha mãe, peguei na receita com muito carinho e saudade.  Fui buscar o tacho e fui seguindo os passos descritos na receita. Tive algumas dúvidas, puxei pelas memórias que tenho de ver a minha mãe cozinhar e dizia para mim: acho que era assim que ela fazia...

No final não provei. Não tive coragem. Peguei na travessa e levei para a nossa Noite de Natal.

 

Estamos sempre juntos, mas no Natal mais próximos ainda, é a magia da Época.

Os meus irmãos provaram o arroz doce e, incrédulos com olhos a sorrir diziam está igual ao da mãe!

Eu achei que estavam a querer ser queridos comigo, por isso peguei na colher e provei... Meus Deus! Está igual ao da mãe!

 

Acredito que tenho uma ajuda que vem do Céu, a minha mãe guia as minhas mãos.

Este é o 3º Natal, e a 3ª vez  que vou fazer O Arroz Doce da minha mãe. Minha querida e adorada mãe sei que estarás a meu lado a guiar as minhas mãos,  e eu espero conseguir fazer tudo bem!

 

Monólogo

Novembro, quando te sentires frágil, olha para ti como se olhasses para uma criança.

O que farias, o que dirias a essa criança fragilizada?

 - Dar-lhe-ia carinho e palavras de conforto.

Então mima e estima muito essa criança.

 

(Somos demasiado severos conosco)