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A vida é bonita.

A vida é bonita. É bonita, mesmo quando não a conseguimos ver assim.

A vida é bonita.

A vida é bonita. É bonita, mesmo quando não a conseguimos ver assim.

Lutar contra o tempo...

Será esta uma luta possível?

O eterno dilema da falta de tempo, o tempo que não chega para fazer tudo o que precisamos, ou seremos nós que queremos fazer mais do que realmente precisamos? O que nos rouba o tempo? Um dia, uma semana, um mês... os dias somam-se  e passam num instante, e tanto que ficou por fazer...

Tenho para mim, que esta luta é inglória e nociva. Sinto-me presa em obrigações cronometradas, ter de acordar e sair de casa a x horas para não chegar tarde ao trabalho. Ter de comer às horas marcadas, esperar para comer quando é agora que sinto fome, ou ter de comer agora quando ainda não me apetece. Esperar ansiosa pela hora da saída, ou sair agora que o trabalho até estava a render e sinto energia e vontade de continuar... ficar não vale, já chega de trabalhar mais do que o acordado sem ser bonificada por isso.

Porque não posso ir agora às compras que até me apetece, quando à noitinha o mais provável é a vontade desaparecer? Porque não posso prolongar o meu café matinal na pastelaria do costume? Sim, hoje apetece-me ler o jornal ou simplesmernte ficar mais um pouco a observar quem entra e sai, ou alguém que despertou a minha atenção.

Não nasci para esta sociedade, não pertenço aqui, assim não sou feliz, é tudo anti-natura é o que é. Eu quero a minha liberdade, quero que o meu dia aconteça sem o controlo de um relógio, quero ser eu a gerir as horas do meu dia, porque desta forma não sobra tempo a gerir, está tudo organizado.

Preciso trabalhar eu sei, e o trabalho não me assusta, agora trabalhar tantas horas para conseguir pagar as contas que permitem a satisfação de necessidades básicas e pouco mais, isto é uma prisão.

Como quebrar este círculo de uma vida que nos é imposta? Viver à margem da sociedade também não é uma solução muito digna e saudável.

Quanto menos coisas tiver-mos melhor, traduzir-se-á em menos trabalho, menos preocupações e menos contas para pagar. Tenho pouco, mas mesmo assim não consigo atingir o objectivo de ser dona e senhora do tempo que a vida me oferece. Porque adoro estar só, quero passar mais tempo comigo, mas também com aqueles que amo, quero ter tempo para as minhas coisinhas  insignificantes que fazem parte de mim, da minha essência.

Sinto-me diferente de quem me rodeia, quero coisas diferentes... Basta-me a minha casa pequenina, onde posso descansar e cozinhar as minhas refeições, não preciso de casas grandes e modernas; o meu carro velhinho, pelo qual sinto afeição, e que me leva nas minhas voltinhas pelas redondezas, mas se ficar sem carro os transportes públicos servem, como já servem para me deslocar para o trabalho; o meu telemóvel que não é "Top"; o pc onde escrevo e faço pesquisas, mas que se ficar sem ele também "não morro"; dinheiro não preciso de muito. O que quero para além disto?! Quero sentir a liberdade de poder estar onde quero estar e com quem quero estar. Oh tempo! Tu és a jóia que me falta.

 

A minha querida mãe dizia-nos "quem se contenta com pouco, não precisa de muito", tens razão mãezinha.

 

Mãe estou tristonha... e por isso tudo parece pior... eu sei, mas se tu aqui estivesses, eu agora teria tudo, agora que sei o que é não te ter aqui...

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