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A vida é bonita.

A vida é bonita. É bonita, mesmo quando não a conseguimos ver assim.

A vida é bonita.

A vida é bonita. É bonita, mesmo quando não a conseguimos ver assim.

chiiiu!... quero ouvir o silêncio.

Quase não acredito que a vida me deu este presente, proporcionou-me aquilo que eu precisava sentir. Sim, desta vez aconteceu comigo! Estou muito grata. Obrigada! Muito Obrigada!

 

Estive na terra do chocolate, do queijo e dos relógios e vi, melhor dizendo, senti neve pela primeira vez, um verdadeiro sonho! Senti-me no paraíso e o mais impressionante foi sentir que eu também pertencia ali. Aquele lugar também poderia ser o meu lar.

 

Fui muito bem recebida e tratada com muito carinho e amizade. Logo no primeiro dia, a natureza foi generosa e permitiu-me ver nevar enquanto tomava o pequeno-almoço, puxou-me várias vezes até à janela que eu abria com um entusiamo infantil e através da qual esticava os braços de mãos abertas e repetia: "Eu tenho muita sorte!.. Obrigada!.. Eu tenho muita sorte!" . Sabia que nas últimas semanas não tinha nevado por ali.

 

Fiquei instalada numa vila onde o Silêncio é rei e Serenidade é a rainha, ninguém tem pressa, todos falam baixinho  cumprimentando sempre quem passa: "Bonjour!"... Usam roupa e calçado muito confortáveis e as senhoras optam pelo cabelo curto por ser mais prático.

 

Nos prédios os patamares dos andares são decorados com pequenos roupeiros, cómodas ou sapateiras, nada está protegido por fechos ou cadeados, porque ninguém mexe no que não lhe pertence. Em casa só se entra descalço, é válido tanto para os habitantes como para as visitas, o calçado fica sempre no patamar do andar.

 

Comi muito chocolate e refeições típicas de queijo, caminhei  pelos campos e junto ao lago tendo corvos como companhia habitual.

 

Fui aos Pré-Alpes e os meus olhos encheram-se de lágrimas de emoção perante tanta beleza. Ver-me rodeada por neve para onde quer que me virasse, ver as árvores brancas da neve, as montanhas, caminhar sobre a neve, tocar, sentir, mexer em neve... algo indescritível... Vivi um longo momento de alegria plena. Senti-me encantada, maravilhada!

  

Perdi o comboio da Vila por duas vezes e perdi em simultâneo a oportunidade de visitar uma fábrica de chocolates e visitar o Museu dos Relógios. Isto quererá dizer alguma coisa? Quer dizer que aquela terra quer que eu volte lá, porque se eu senti que pertencia àquele lugar, aquele lugar quer o que lhe pertence.

 

 

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